Mar sem ira

Manhã de domingo com cheiro de broa
cravo, café e canela
tu apoias na janela e olha
pros pés de jabuticaba
obstáculos de brigas das galinhas.

Chão de madeira, teto de madeira
são testemunhas
de um abraço sem jeito de manhã
mas com todo amor e sinceridade do mundo.
Já diziam que mãe devia ser eterna
e eu espero que a senhora seja mesmo.

Apelidei os seus dramas
e fiz uma canção com todos eles
com a letra que roubei de um discurso seu outro dia
assim:
“quando você for mãe, vai entender”.

Apesar de não ser, te entendo
e sinceramente fico triste em imaginar sua tristeza
de ver seu fetinho voltando pra casa
sozinha de madrugada
com cheiro duvidável nas roupas.

Mas deixa eu amenizar seu coração
e dizer pr’ele ter calma,
que eu tento não fazer tanto barulho lá dentro
pra senhora conseguir dormir bem
que amanhã o dia vai ser longo…

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2 Comentários

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2 Respostas para “Mar sem ira

  1. Fernanda

    Eu sempre leio seus poemas aqui e tenho que dizer que gosto muito. Não pare de escrever, você escreve muito bem, beijos.

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