Eliza,

eu queria te presentear
com qualquer coisa magnífica
que refletisse pelo menos
1/3 de você.

teria de ser qualquer coisa sem escrúpulos,
sem dogmas, sem regras
sem medo como-se-medo-não-fosse-humano
sem dor como-se-dor-não-fosse-humano

teria que vir
com aquele amor imenso que você tem
por todos os sentimentos que habitam em ti.

(e que habitam em mim
e se respeitam
mesmo sendo opostos.
graças a você
que os regou
todo sábado de manhã –
que virou chuva
pra pingar a vida inteira.
aliás, obrigada.)

teria que ser qualquer coisa
com cheiro de velho
que não dê espirros.
qualquer coisa
com páginas marcadas
de dedos sujos de café
e grifos a lápis
com os mesmos sentimentos riscados.

qualquer coisa como uma flor,
ou uma nuvem que não tem
forma exata.

qualquer coisa bonita.

(feliz aniversário atrasado, sua linda.)

 

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