A coisa invisível

Noite passada
a solidão entrou
pena janela que você
deixou aberta
quando terminou de
fumar seu cigarro
e foi embora.

Se apossou do apartamento
inteiro que,
vazio, não fazia
nenhum ruído.

Dormi com a tv ligada
por sentir falta
de vida,
e por medo de
perder a minha,
dei duas voltas
com a chave
na fechadura.

As coisas ficam
um tanto estranhas
sem ninguém aqui.
Qualquer segurança a mais,
diminui a neura
que se instala.

É como se eu
estivesse sujeita
a uma conversa na sala
com todos os demônios
adormecidos no meu peito.

(Passo rápido por ela,
evitando as tais visitas).

Fecho os olhos
e me cubro da cabeça
aos pés.
Si-lên-cio.
Si-len-ci-o.
Euprecisodormir.

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