Às flores

Ao som de Verão

Os espasmos
de mim mesma.
O susto de
ter o que eu pedia
e o desespero de
não saber
o que fazer
com tudo nas
palmas das minhas mãos
tão estabanadas.

Esecairequebraroqueeufaço?

O segredo
dando socos
nas paredes
da garganta
seca.

A água que eu deixei
de tomar,
e sem querer
deixo sair
mais do que
o saudável…

O momento em que eu
finalmente durmo.

A saudade
dando cãibras
a saudade
enterrando
o amor que morreu
justo quando começou
a ser amável

Ele ressuscitando
com olhos malvados
disfarçados de bobos,
feito fantasma
que resolveu morar
nos meus ombros.

As orações desesperadas
pedindo livramento,

não valem

a queimada
das plantações
de nervos
à flor da pele.

Melhor florir
que ser terreno baldio.

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