Passado, presente

Não dá pra fazer
boiar
esse amor
que tá lá no fundo?

Quem sabe assim
eu o vejo daqui
do alto do
quinto andar,

quem sabe vendo
o ar que saiu com
você pela porta
não volta?

Quem sabe vendo,
eu tenha coragem
de pular de cabeça
no meio do seu
mar azul,

e em vez de
morrer afogada
morra colorida por ele

e com os ouvidos na água
ouça o som
que todo mundo
diz que tem…

… e só eu não entendo
bulhufas da língua.

Sabe,
eu abraço a tua falta
e acho que agora
tenho até intimidade
com a dor que ela
tenta trazer.

Acho que ela
virou um calo,
daqueles que não
latejam mais,

e nem lembro
o que tanto fiz
que foi parar ali.

Você lembra?

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