la petite mort

você tem algo
que pára o tempo
na curva do pescoço,
exatamente onde
as pontas dos meus
dedos congelam
quando encontram
sua pele em fogo

você tem algo
que faz qualquer música
ter o carinho da voz
do caetano,
exatamente no momento
em que diz que nao gosta
enquanto eu rio, porque
seus dedos pra lá
e pra cá ao vento,
fazem o movimento
do transa

você tem algo
que faz surgir
uma brisa infinita
no calor dessa cidade
– quando pisca
os olhos devagar,
quase vejo as pessoas
apontando nas janelas
agradecendo sua serenidade

(que vem misturada com
algo que me deixa
inquieta, como se eu
tivesse te encontrado
nesse mesmo lugar
em uma vida não
tão passada…)

você tem algo que traduz
até o que eu não queria
dizer

tão
estranhamente
urgente.

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