Arquivo do mês: agosto 2015

vila indiana

corredores sem tamanhos
ideais pra circulação
tampouco cores
que recebam o sentir
ao esticar a perna
no sofá da sala
depois de um dia cansativo.

tampouco cores
e paredes
delimitando o que é
sala e o que não é
fizeram todas
as réguas
e regras
quebrarem-se sozinhas
quando o sentir
da segurança de lar
foi muito mais além
que medições mínimas
e leis da gestalt.

nessas paredes quebradas
e nesses olhos embriagados
e vermelhos que disseram
“a vila precisa de vocês”
se traduziu um horrível:
a cidade não foi feita pra pobre.

vila indiana - tijuca, rj

vila indiana – tijuca, rj

(impressões sobre a vila indiana, sobre o enea rio e sobre a sensação que fica depois)

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sobre seus olhos enormes, escuros, redontos e tristes

baby,
tem dias que
os dias são
mesmo meio
cinzas,
e não há sol
lá fora ou
aqui dentro
que aqueça
o nosso
peito.

poderia te
fazer um café,
pra enganar o sufoco
ouvindo aquele
som deitados no colchão
que a gente tanto gosta.

mas dessa solidão
eu já tenho diploma,
rotineira que só…

… e ela só vai embora
quando vivida cuidadosa
e intensamente
como
tem
que
ser.

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contrato falso

eu aceito
teu beijo ácido
pra desfazer o nó
da minha garganta

molho teus dedos
com meu
prazer
e até finjo
um querer menos
sincero

desfaço todos
os seus eus
da rotina cansada
de dias parados

(que não cansam
de repetir
e fazer eco
e muros
na minha casa sempre
de portas abertas)

só não aceito
esses olhos
de quem diz
o que não queria
dizer…

mas continua dizendo.

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